Pois bem, desde Março que o Montijo tornou-se o meu lar. Não foi fácil a mudança, mas os motivos profissionais talvez tenham sido uma das razões para o êxodo.
Os montijenses têm algumas expressões que pela sua sonoridade eu abomino como por exemplo: "tó" que quer dizer qualquer coisa como admiração, sim, espanto, note-se que apenas uma silaba tónica consegue dizer isso tudo, mas que confere uma falta de elegância e de estilo linguística.
Quando referenciam-se a uma rapariga dizem "pariga", outra palavra que é desarranjada e com falta de equilibrio sonoro. Presumo que existe aqui uma economia na linguagem inexplicável e que nem sei se valerá a pena debruçar-me sobre esta temática.
No Montijo existe um coreto lindo de morrer mas que hiberna o ano inteiro e acorda apenas para as festas em Julho, aliás, isto acontece com toda a população Montijense.
Outra coisa, com que me deparo e que ainda não tinha visto em mais lado nenhum, são as lojas de chineses que vendem leguminosas, frutas e afins a um preço chinês. Todos se queixam, mas todos vão lá parar para comprar 3 cenouras a 18 cêntimos.
As pessoas, bebem e fumam e muito. Não existe uma única noite em que não se vá beber um copo.
O Montijo poderá ser uma terra incrível de boémios e gente simpática mas que se mete na vida de tudo e de todos. Os burburinhos atravessam as estradas e todos sabem quem somos e o que fazemos.
O Montijo é ....... aquilo que quiserem imaginar.
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